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Ricardo Henrique Oliveira Santana

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Sou bastante acolhedor, e gosto de conversar bastante pelo msn.
March 24

Governo: Ouve o povo?

A água é fonte de vida SIM!

 

Aconteceu em salvador no dia 22 de março de 2007, o VII Grito da Água, “contra a privatização, a transposição do Rio São Francisco, a construção de usinas nucleares e do emissário submarino na Boca do Rio”. O evento teve início às 14h com a caminhada do Campo Grande a Praça Municipal, tendo a participação de várias entidades que lutam em direito da água.

Um dos objetivos da manifestação é reafirmar a não concordância em relação a transposição do Rio São Francisco; “Despertar no meio social uma democracia participativa para que possamos construir um projeto de convivência solidária”.

Mesmo com a manifestação da população, o governo continua investindo na obra da transposição. Para um governo presidencial que tanta apóia a manifestação pública do povo, carregando no peito o lema “COMPANHEIRO”, é estranha a reação que assume diante da voz popular.

 

Dados importantes:

-         Hoje muitos países já enfrentam problemas de escassez de água e segundo a ONU, há cerca de 60 nações em conflito por causa da água;

-         Cerca de 1, 1 bilhão de pessoas não tem acesso adequado à água potável, afirma o Relatório das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos no Mundo, divulgado no 4º Fórum Mundial da Água no que acontece no México;;

-         Em Salvador são mais de 60 mil pessoas não tem abastecimento de água.

-         A região Nordeste é a que mais sofre com a seca.

 

 

 

 

 

FONTES:

·Salvador – Caritás Regional NE 3 (BA e SE) – Tel.: (71) 3356-8016

·Site: htpp://wwwcliquesemiarido.org.br/agua2.html

 

Ricardo Henrique

November 19

A Bíblia judaica e a Bíblia cristã

Fichamento da 3º parte do Capítulo I do livro:

(A Bíblia Judaica e a Bíblia Cristã / BARRERA J. T)

 

Autor: Ricardo Henrique Oliveira Santana

 

 

 Salvador, 07 de março de 2006.

 

BARRERA, J.T. A Bíblia judaica e a Bíblia cristã: introdução à história da Bíblia. Petrópolis: Vozes, 1996, pp. 111-129.

 

Capítulo I: A Bíblia e o Livro na Antiguidade

3º Parte: Transmissão Escrita e Transmissão Oral

 

I.                    Dificuldades de Transmissão de Textos na Antiguidade

 

É importante dar-se conta das enormes dificuldades que a cópia de manuscritos comportava na Antiguidade. Estas dificuldades não faziam senão incrementar a proliferação de erros. Escrevia-se com maior rapidez do que hoje podemos imaginar (cf. Esd 7; 6, “escriba rápido”, se esta é a tradução do adjetivo mahir, rápido e não “escriba competente” como sugere a comparação com uso do termo em etiópico) Isto não contribuía para a precisão na cópia dos manuscritos. (p.111)

 

As dificuldades de transmissão textual na Antiguidade adquirem relevo especial em caso muito freqüente e significativo: o das reedições ou revisões de obras em circulação. Dadas as condições de difusão dos livros naquelas épocas não era fácil que a segunda edição fizesse desaparecer todos os exemplares da primeira. (p. 112)

 

II.                 Momentos Cruciais na História da Transmissão Textual

 

A história da escritura conheceu momentos cruciais na Antiguidade para transmissão textual correta dos livros então conhecidos. Estes momentos coincidem com situações de transição, pela mudança do material utilizado (transição das tabuletas ao papiro, destes ao pergaminho), do sistema de encadernação (do volume ou rolo ao códice ou livro), do tipo de letra (dos caracteres paleo-hebraicos ou “quadráticos” ou caracteres gregos unciais aos cursivos). (p.112)

 

A transição do papiro ao pergaminho ocorreu no início do período persa, coincidindo com início do processo de canonização da literatura bíblica (....). A adoção do pergaminho é um indício a mais da aramaização do antigo Oriente e do mundo judeu nesta época, na qual foram adotadas também a língua e a escritura aramaica. (p.113)

 

O rolo era conhecido em hebraico pelo nome de megillâ ou com a expressão megillat seper, traduzida para o grego por kephalís biblíou (Hb 10,7, citação do Sl 40, 7 [8]). (p.113)

 

Escrever no volume ou rolo de papiro era muito mais cômodo que nas tabuletas de barro. Todavia. O papiro deteriorava-se com o passar do tempo, sobretudo nas regiões úmidas. De fato quase todos os papiros conservados procedem do Egito e do Mar Morto. (p. 113-114)

 

Na antiguidade um rolo continha, geralmente, o texto de uma única obra. Um rolo podia ter tamanho suficiente para conter a cópia de um livro tão extenso como Isaías. Alguns livros bíblicos eram suficientemente breves para serem editados conjuntamente em um só volume. O Pentateuco era, ao contrário, demasiado para ser copiado em um só rolo; utilizavam-se normalmente cinco rolos, um para cada livro. (p. 115)

 

Na Antiguidade não era possível copiar em um único rolo a totalidade dos livros canônicos e nem mesmo uma das três grandes seções que subdividem o cânon (Torá, Profetas e Escritos). (p.116)

 

Não se estranha que o rolo tenha caído progressivamente em desuso, sendo substituído pelo codex ou códice, feito com folhas de papiro antes e de pergaminho depois. Cadernetas de quatro folhas duplas (quaternio) formavam um códice, com espessura discreta e aspecto semelhante ao de um livro moderno com capa de madeira ou pele. (p. 116)

 

Os cristãos logo usaram o códice para a difusão de seus escritos. O códice oferecia numerosas vantagens sobre o rolo; menor custo, facilidade de consulta e de transporte, maior capacidade de texto e possibilidade de enumerar páginas e de incluir índices, o que tornava mais difícil a interpolação de textos por outras mãos. (p. 117)

 

O códice tornou-se o melhor companheiro de viagem para o missionário que abandonou os aborrecidos volumes mais apropriados para o depósito nos “armaria” das sinagogas ou “capsae” cilíndrico de uma biblioteca. (p. 117)

 

A imediata adoção do códice pelos cristãos representou uma ruptura com a tradição judaica que não autorizava a cópia dos textos sagrados em outro formato a não ser o do volume ou do rolo. (p. 118)

 

Nos primeiros tempos as comunidades cristãs, movidas pela pressa apocalíptica e também apostólica que exigia a rápida conversão dos gentios (....) consideravam preeminente a difusão apostólica das palavras de Jesus através de um meio prático e rápido como códice, que a sacralidade e o decoro da letra e do material no qual se escreviam os textos. (p.118)

 

O uso dos colofões e inscriptiones era bem conhecido no antigo Oriente (Hunger). Na bíblia encontram-se exemplos nas compilações legais e na literatura hínica e sapiencial. Estas práticas dos escribas subministram interessantes informações sobre a história textual das compilações legais, hínicas, sapienciais etc. (p.120)

 

A transmissão dos textos bíblicos em volumes contém exemplos comparáveis. As divisões em seções “abertas” e “fechadas”, nos manuscritos bíblicos medievais, remontam, como comprovam os manuscritos do Mar Morto, à época da transmissão em rolos. (p. 122)

 

(...) o Saltério se divide em cinco livros, o Pentateuco também e os cinco livros que formam a coleção de Megillôt se copiavam em um só volume. (p.124)

 

III.               A Transmissão Oral

 

      A transmissão oral jogou papel decisivo nos processos de formação e interpretação da Bíblia: nos momentos iniciais, quando a palavra viva dos narradores e profetas se converteram em “textos” escritos, e nos momentos finais, quando escrito começou a ser interpretado, primeiro em forma oral e ao mesmo servindo-se de materiais da tradição oral. (p. 124)

 

      No mundo moderno ocidental o leitor transformou-se num sujeito mudo. A difusão da Bíblia em edições baratas e de bolso fez dela um livro a mais, perdido entre outros nas estantes de qualquer biblioteca. (p. 125)

 

      Na história das religiões e na forma da Bíblia, a transição da tradição oral para a transmissão escrita assinala uma mudança decisiva. Por outro lado, memorizar as Escrituras ou a simples recitação das mesmas supunha uma espécie de ingresso no âmbito do divino. (p. 125)

 

      A recitação ou leitura em voz alta era prática habitual nos cultos helenísticos, como o de Ísis. Nas sinagogas, mesquitas e Igrejas, a leitura pública é parte integrante do culto. (p. 127)

 

      A transmissão oral pode ser preferida à escrita, embora se aceite a autoridade do escrito. Escutar a recitação do Alcorão é mais importante que sua leitura. (p. 127)

 

      A definição de tradição oral converteu-se num elemento fundamental para estabelecer a diferença entre o judaísmo da dupla Tora, escrita e oral, e o cristianismo dos dois testamentos, antigo e novo. (p. 128)

 

      Nas origens do cristianismo a tradição oral desempenhou papel importante em numerosos aspectos: caráter do movimento de Jesus, formação do cânon, fixação do texto, interpretação do mesmo etc. (p.128)

 

      A passagem da tradição cristã oral para a escrita constitui um momento decisivo na formação do NT, em particular dos evangelhos e, sobretudo do de Marcos. Junto à hermenêutica da oralidade, analisando para isto as funções próprias da linguagem oral (Kelber). (p. 129)

 

 

 

 

 

 

Consideração:

     

      O capítulo fichado poderá ser empregado como subsídio das aulas, de História da Igreja, Liturgia e Introdução à Bíblia, pois, o autor, nos apresentando o processo de surgimento do Livro Sagrado, contrapõem constantemente os aspectos fundamentais da tradição Judaica, que o Cristianismo adquiriu. O autor também faz uma passagem rápida comentando o comportamento das outras religiões como: Budismo, Islamismo e Hinduísmo, referente à leitura e a escrita dos seus textos, preservando o valor da palavra (respeito e consideração).

 

 

 

 

 

November 10

O que é mito?

O que é mito?

 

As antigas religiões que atualmente não mais existem, foram grandes reguladoras do sagrado, pois, constantemente, estavam em contato com as forças invisíveis através de sacrifícios que possuíam a sua ritualização própria. O mito é um dispositivo utilizado pelos antigos, para contar os fatos acontecidos em relação sua vivência cotidiana, utilizando-se da linguagem simbólica. O rito, já é concretização do mito, por exemplo: O casamento; A purificação de jovens meninas para entrarem numa tribo na África, cortando o hímen. No rito a palavra e os gestos ganham a sua sacralidade, e é por isso que muitas tradições existem até hoje, especificamente o Cristianismo.

 

O mito no seu sentido de origem:

“O mito é a mais antiga forma de conhecimento, de consciência existencial e ao mesmo tempo, de representação religiosa sobre a origem do mundo, sobre os fenômenos naturais e a vida humana. Deriva do grego mythos, palavra, narração ou mesmo discurso, e dos verbos mytheyo (contar, narrar) e mytheo (anunciar e conversar). Sua função, por tanto é a de  descrever, lembrar e interpretar todas as origens, seja ela a do cosmo(cosmogonia), dos (teogonia) , das forças e fenômenos naturais (vento, chuva, relâmpago, acidente geográfico, seja ela a da causas primordiais que impuseram ao homem as suas condições de vida e seus comportamentos. Em síntese, é a primeira manifestação de um sentido para o mundo”.[1]

 

O mito no dicionário:

Mito sm. 1. Relato sobre o seres e acontecimentos imaginários acerca dos primeiros tempos ou de épocas heróicas 2. Narrativa de significação simbólica, transmitida de geração em geração dentro e determinado grupo, e considerada verdadeira por ele. 3. Idéia falsa, que distorce a realidade ou não corresponde a ela. 4.Pessoa fato ou coisa real valorizados pela imaginação popular, pela tradição, etc. 5. Fig. Coisa ou pessoa fictícia, irreal; fábula.[2]

 

 

O mito na realidade humana:

O mito, porém, não é só forma de expressão; os símbolos e as imagens coligadas no mito refletem a realidade verdadeira existente, porém tão profunda e vasta que não poderá ser apreendida por conceitos próprios. Por isso, o mito não nasce do nada, mas, sim, de uma experiência profunda.(....) O mito, porém, será vivido e vestido como material representativo de cad época.  De tempos em tempos, morreram os mitos. Mas a realidade que os fez nascer está sempre aí a desafiar os homens e buscando irromper na consciência do espírito. Por isso, nascem de novo outros mitos, que por sua vez serão outras tantas tentativas de apreender o inapreenssível, de formular o informuláve, e deixar falar o que é de per si, indizível (BOOF: 197 pág. 62-63).

 

O mito na história:

“Na ciência das mitologias - se é que podemos chamar assim nos referir -, encontra-se a clássica definição de Mircea Eliad, quem conceitua o mito, inserindo-o em uma categoria da história sagrada, uma história em que ele, o mito, toma forma de seres que se assemelham à imagem humana. O mito é identificado por Eliade como Deus ou como Herói Civilizador. Nessa perspectiva, seria o mito a tentativa descritiva das origens das coisas e da existência. Seria – visto por outro prisma – o fator capaz de preservar e transmitir paradigmas e exemplos de que se utiliza a natureza humana”.[3]

 

O mito na linguagem:

Definido com recurso ideológico o mito não se constitui em negação das coisas. Ao contrário, ele penetra na linguagem para falar delas – as coisas -, fornecendo-lhes fundamentação da natureza e a eternidade. Podemos observar que as ideologias que influenciam uma determinada civilização, assim como a teologia, ao assumir um caráter oficial, vale-se dessa condição para a manutenção ou transformação do “statuto quo”. O mito se apresenta como responsável pela indagação que o ser humano faz em torno de sua própria eternização.[4]

 

Enfim, o mito cria uma compensação simbólica e imaginária para dificuldades, tensões e lutas reais tidas como insolúveis; omito se refere a esse fundo invisível e tenso e o resolve imaginariamente para garantir a permanência da organização. O mito na cultura da sociedade conta uma história (real) dramática, na qual a ordem do mundo (o reino animal, mineral, vegetal e humano) foi criada e constituída.

 

 

 

 

 

 

Bibliografia:

 

BOOF, Leonardo. O Evangelho do Cristo Cósmico. A realidade de um mito: Omito de uma realidade. Centro de investigação e divulgação, teologia/I. Petrópolis - Rio de Janeiro: Vozes, 1971.

 



[1]  Texto: Mito e mitologia, extraído do site: htpp://wwwvideotextoinfo /mito_mitologia.html. Editora Perspectiva S.A.; à L&M Editores S/A e Editora videotexto.tv, acessado no dia 26/04/05 ás 15:30.

[2] Cf. o míni Aurélio, 6º edição revista e atualizada, 2004.

[3]  Artigo “Da Ritualização da Sociedade ao Fetiche Consumogômico”, escrito por: Ruy dos Santos, teólogo, arte-educador, mestrando em Ciência da Religião na universidade Metodista de São Paulo, Membro da Igreja Cristã da Brasília e Professor de Ética no CEUB (Brasília DF), p. 3.

[4] Idem, p. 5.

LATOURELLE, René. Teologia da Revelação na visão LATOURELLE.

Autores:  Lafaiete Santana de Sá e Ricardo Henrique

Disciplina: Novo Testamento I

Professor: Frei Jorge Rocha

 

Comentário do Iº Capítulo do Livro:

 

LATOURELLE, René. Teologia da Revelação. 3º edição. São Paulo: Paulinas, 1972.

 

"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (1Tm3: 16-17).

 

 

A revelação no AT, procura ser observada a partir das diferentes formas de teologias desenvolvias na época como: (J) e (E), que conceitua o termo revelação, mostrando que ela nasce do conteúdo de um diálogo de Deus com o homem. Observemos como acontecia a revelação: através da aliança, linguagem oral e sinais, tendo a intervenção de Deus na história.

 

O aspecto da revelação se manifesta no momento em que os profetas, atuam como comunicadores de Deus, pois é na história que Deus faz uma aliança com seu povo. Podemos destacar o livro do Deuteronômio, que é a base de todo conteúdo da aliança de Deus com o homem e a mulher, pois nele está contido a lei e a moral, que conduz toda forma de viver da comunidade religiosa (cf. Dt 30, 11-14).

 

Todo fundamento da revelação no NT, parte do princípio de que Cristo veio continuar a tradição anunciada pelos profetas, patriarcas e matriarcas. O anuncio é um sinal da presença de Deus encarnada no meio do ser humano (Mc 1, 14-15). A revelação em Cristo é abordada na questão de Cristo como doutor, ou seja, possuía uma autoridade que não era presa à lei.

 

Latourelle evidencia algumas atitudes de Cristo:

 

● Cristo ensina, passando para o povo novos princípios morais: observar a pobreza, humildade e a caridade;

● Ensina em parábolas, para manifestar um entendimento comum à compreensão das pessoas;

● Demonstra-nos que a aceitação da revelação divina é obra da graça de Deus.

 

Portanto, o conteúdo da revelação no NT é a própria pessoa de Cristo, sinal de salvação que é oferecida a toda humanidade, através do anúncio do reino de Deus, concretizado nele e por ele. O verbo encarnado profetiza a vinda do reino, e indica onde ele se realiza.

October 18

MAGISTÉRIO SOLENE - Ex Cátedra

 Ricardo Henrique Oliveira Santana

 

24/03/06

 

MAGISTÉRIO SOLENE - Ex Cátedra

“Ainda que cada um dos prelados por si não possua a prerrogativa da infalibilidade, contudo, se todos eles, ainda que dispersos pelo mundo, mas mantendo um vínculo de comunhão com o Sucessor de Pedro, coincidir em um mesmo parecer como mestres autênticos que expõem como definitiva uma doutrina em assuntos de fé e costumes, nesse caso, enuncia infalivelmente a doutrina de Cristo”.

(Lúmen Gentium 25)

 

O Papa pode refutar heresias, ou seja, proposições teológicas contrárias às verdades reveladas e confirmadas como dogma pela Igreja, em magistério solene individual (ex-catedra), ou em magistério conciliar, igualmente infalível, sob a assistência especial do Espírito Santo.

O Papa pode definir verdades como dogma, em exercício de magistério solene individual (ex-catedra) ou em magistério conciliar e assim dirimir dúvidas reinantes sobre a existência de uma verdade revelada - definitiva e de crença obrigatória. Ao confirmar a existência de um dogma a Igreja automaticamente exclui as outras possibilidades eventualmente admitidas por segmentos da Igreja, quando um grau elevado de consenso ainda não foi atingido. Cumpre registrar que uma verdade de fé mesmo que não tenha sido definida como dogma, ensinada pelo sagrado magistério, deve ser reverenciada pela Igreja.

 No Concílio Vaticano II, não houve a necessidade de refutar novas heresias porque estas não estavam presentes e, por outro lado, não foram apresentadas elaborações doutrinárias na forma de cânones dogmáticos. Não obstante, o referido Concílio apresentou constituições dogmáticas e decretos que são documentos definitivos e possuidores de infalibilidade no trato de questões de fé e costumes.

Uma 'verdade de fé' ou uma proposição doutrinária em grau inferior ao de verdade de fé, como a chamada 'verdade próxima à fé’, repetida pelo magistério ordinário, não se transforma em verdade infalível e dogmática, sem que assim seja definido de modo solene pelo magistério pacau (ex-catedra) ou pelo magistério conciliar em documentos definitivos. Ou pelo Papa em comunhão com os bispos em 'magistério ordinário supremo’, quando a Cabeça e o Corpo concordam em emitir um juízo definitivo sobre questões de fé e moral aplicáveis a toda a Igreja. O magistério ordinário dos bispos requer a unanimidade moral do ensinamento e a submissão ao Pontífice romano.

Diz o Catecismo da Igreja:

"A infalibilidade prometida à Igreja reside também no Corpo episcopal quando exerce o magistério supremo com o sucessor de Pedro, sobretudo em um concílio ecumênico. Quando a Igreja propõe por meio de seu Magistério supremo algo se deve aceitar” como revelado por Deus para ser crido “e como ensinamento de Cristo, há que aceitar suas definições com a obediência da fé". Esta infalibilidade abarca todo o depósito da Revelação divina." (Catecismo 891). Não obstante, as verdades de fé, não seladas com dogma, devem ser reverenciadas pelos fiéis como expressão de respeito pelo magistério eclesiástico.

O Código de Direito Canônico sobre o magistério ordinário e extraordinário da Igreja:

Cân. 750 — Deve-se crer com fé divina e católica em tudo o que se contém na palavra de Deus escrita ou transmitida por Tradição, ou seja, no único depósito da fé confiado à Igreja, quando ao mesmo tempo é proposto como divinamente revelado quer pelo magistério solene da Igreja quer pelo seu magistério ordinário e universal; isto é, o que se manifesta na adesão comum dos fiéis sob a condução do sagrado magistério; por conseguinte, todos têm a obrigação de evitar quaisquer doutrinas contrárias.

Cân. 752 — Ainda que não se tenha de prestar assentimento de fé, deve-se, contudo prestar obséquio religioso da inteligência e da vontade àquela doutrina que quer o Sumo Pontífice quer o Colégio dos Bispos enunciam em matéria de fé e costumes, ao exercerem o magistério autêntico, apesar de não terem intenção de proclamar com um ato definitivo; façam, portanto, os fiéis por evitar o que não se harmoniza com essa doutrina.

Assuntos pastorais e disciplinares não se inserem no tipo de objeto temático que é passível de receber formulações definitivas, ou seja, de ser apresentado como doutrina absolutamente certa para a nossa fé e para a nossa conduta orientada pela ética cristã. Nesse campo, portanto, pode haver alteração sem comprometimento da doutrina que define as condições para a existência de magistério infalível. A doutrina da Igreja pode ser enriquecida em matérias dogmáticas e não dogmáticas. [1]

TEOLOGÚMENO

Termo que significa em primeira instância uma proposição teológica que não pode ser considerada imediatamente como doutrina oficial da Igreja, como proposição dogmática que obriga a fé, sendo que, porém, é antes de tudo resultado de expressão do esforço por entender a fé buscando conexões entre as proposições obrigatórias de fé (analogia da fé) e confrontando doutrinas dogmáticas com a experiência e o saber (profanos) de um homem (o de um tempo determinado). Não é necessário que tal proposição se distinga materialmente de uma tese de fé propriamente dita. Pode também estar contida implicitamente nessa tese de fé, no horizonte intelectual em que ela se anuncia, e na origem histórica do instrumental conceitual, etc. [2]

Evangelho Mt 2, 1-12

 

O próprio relato encerra um grande alcance teológico: Jesus é o verdadeiro «rei» que merece ser procurado e adorado por todos; a Ele acorrem, vindas de longe, gentes guiadas por uma estrela e pela Escritura; ainda menino e sem falar, já divide os homens a favor e contra Ele; a homenagem que Lhe prestam os Magos é a resposta humana ao «Emanuel, Deus conosco»; n’Ele se cumprem as profecias que falavam da vinda de reis e de todos os povos a Jerusalém (Is 60 e Sl 72). Mais ainda, ao nível da própria reação de Mateus, o relato ilustra a teologia específica do evangelista: sendo este Evangelho dirigido aos judeos-cristão, confrontados com a Sinagoga, que não aceita Jesus, o episódio dos Magos documenta bem a teologia do «messias rejeitado», pois Jesus, logo ao nascer, encontra a hostilidade do poder e a indiferença das autoridades religiosas; é também uma ilustração das palavras de Jesus, «virão muitos do Oriente» (Mt 8, 11).

 

Em face de tudo isto, o estudioso não pode deixar de se interrogar se não estaremos perante um teologúmeno, uma criação de Mateus para dar corpo a uma ideia teológica. A verdade é que em toda a tradição cristã se deu grande valor à adoração dos Magos e à festa da Epifania. Se detrás disto não há realidade nenhuma, o significado de tudo fica privado da sua base mais sólida.[3]

 

 



[1] Prof Everton Jobim. Disponível em: <http://geocities.yahoo.com.br/worth_2001/solene.html> Acesso em: 22 de março 2006, às 12h 18 mm.

 

[2] RAHNER, Karl. Cf. la bibl. de -> dogma, desarrollo del dogma, -> hermenéutica, -> teologia. Disponível em: <http://www.mercaba.org/Mundi/6/teologumeno.htm> Acesso em: 22 de março 2006, às 12h 45 mm.

[3] Disponível em: <http://www.cliturgica.org/artigo.php?id=320/> Acesso em : 22 de março 2006, às 12h 18mm.

 

October 16

Em Busca da Política

 

Ricardo Henrique Oliveira Santana                      

Em Busca da Política

 

“A comunidade política tem sua referência ao povo a sua autêntica dimensão: ela é, e deve ser, na realidade a unidade orgânica e organizadora de um verdadeiro povo”.

Papa Pio XII

 

O livro “Em busca da política”, começa com um tema interessante dizendo que As crenças não precisam ser coerentes para que se acredite nelas. E as que costumam ter crédito hoje – nossas crenças – não são exceção (Bauman, p. 09). É interessante observar no texto, a questão da liberdade na “nossa parte” do mundo e o sentimento de força que nós temos em relação ao mundo, chega a um ponto que esmorece[1] a nossa vontade de lutar, sendo também apresentada no texto toda a importância da liberdade individual que se assegura na coletividade.

 

O texto nos apresenta duas crenças em relação à liberdade no mundo: À vontade de lutar e perda da vontade de lutar. O mundo Contemporâneo carrega um grande problema que estagna as relações sociais que é o “individualismo ou autocentrismo” (Hunter, p, 93). A palavra liberdade tem duplo sentido, mas esta diferença não deve permitir que as nossas crenças se tornem inexistências diante das nossas ações no mundo. Pois, aquilo que acreditamos só concretiza-se quando cremos.

 

Viver neste mundo é saber que ele é contraditório, mas, mesmo vivendo em meio a esta realidade não ficamos preocupados com isso, é neste ponto que se observa o nosso desinteresse em torno dos acontecimentos do dia-dia como: mortes, mensalões e roubos. O saber pode ser usado de forma “cínica”[2]: sendo o mundo o que é, pensemos numa estratégia que permitirá utilizar a sua regras para tirar o máximo de vantagem; quer o mundo seja justo ou injusto, agradável ou não, isso não vêm ao caso (Bauman, p. 10). Com o conhecimento, mulheres e homens que são livres, em alguns momentos podem ter a possibilidade de exercer a sua liberdade, pois, sem conhecimento a pessoa não sabe discernir com sabedoria aquilo que está acontecendo na realidade mundial, ou seja, na aguça o seu senso crítico.

 

Um dos pontos mais importantes comentados no texto é parte que apresenta a impotência coletiva no momento em que a vida pública e privada são destruída, a partir deste ponto podemos observar a questão da liberdade individual, que é enfraquecida no momento em que “o estado no contrato normatiza toda a conduta humana”[3]. No contexto político é muito interessante ser aplicado no juizado comum, pois, a capacidade do público ocupar o lugar privado é cada vez mais complicada. O público é uma forte referência ao estado, enquanto o privado é o direito pessoal que cada ser possui dentro da capacidade que lhe é conferida.

 

Diante do caráter privado e público, as leis só existem para poder defender a questão da propriedade privada.[4] A situação da saúde no Brasil é complicada, sendo necessário, que o governo busque nesta realidade, não só investir três milhões na compra de camisinhas para suprir as “urgentes” faltas. As lutas cotidianas para a melhoria de vida são fatos pequenos, diante da vasta crise política que assombra a sociedade, que não respeita o ambiente público e privado. Preocupado com esta situação o Filósofo Bertrand Russel afirma:

O que queremos para os indivíduos está claro agora: fortes impulsos criativos que subjuguem e absorvam o instinto de posse; reverência pra com os demais; respeito pelo impulso criativo fundamental que existe em nós mesmos. Um certo tipo de amor-próprio ou orgulho inato é necessário para uma vida sã; para permanecer íntegro, um homem não pode carregar um sentimento de completa derrota interior, mas sentir a coragem, a esperança, e a vontade de viver o melhor de si mesmo, quaisquer que sejam os obstáculos internos e externos que tenha que enfrentar. Quanto mais repouse sobre o seu próprio poder, mais a vida de um homem realizará suas melhores possibilidades, desde que satisfaça três condições: impulsos criativos em vez de possessivos, reverência para com os demais e respeito pelos impulsos próprios fundamentais (Russell, p.14).

 

A insignificância que rodeia em relação à vida na sociedade diante do aspecto político é um dos fortes caracteres da Contemporaneidade. Por isso que o autor comenta que:

 

“Os políticos são impotentes... Já não tem programa, seu objetivo é manter-se no cargo”. As mudanças de governo – até de “campo político” – não são um divisor de águas, mas no máximo uma ondulação na superfície de um rio a correr sem parar, monotonamente, com sombria determinação, em seu leito, levado por seu próprio ímpeto (Bauman, p.12).

 

Os políticos não têm preocupação com os problemas sociais, e se deixam seduzir pelos seus próprios interesses pessoais, chegando a ponto de esquecer dos interesses gerais aos quais deveriam defender após serem eleitos. O carácter das instituições políticas contêm um forte teor de conformismo, ou seja, tem horror à mudança, este tipo de comportamento sofre grande influência do liberalismo que reduz-se hoje ao mero credo de que não há alternativa” (Bauman, p. 12).

 

A “autolimitação” (Bauman, p. 12) é a capacidade de controlar as nossas próprias vontades, então, a partir da realidade de hoje vendo o mundo mergulhado num capitalismo desumano, eu tenho que ter a capacidade de determinar um consumo bom e mau. O filme “Ilha das Flores”[5] demonstra o grande desperdício de produtos alimentícios, por causa do exorbitante consumismo. Observando o termo limitação, seria muito bom se ele caminhasse bem próximo da democracia, que tem no seu interesse capacitar o desenvolvimento do cidadão.

 

A idéia da globalização transmite a imagem de um desenvolvimento igualitário, mas muitas vezes o seu modo de aplicação não é tão seguro para perdurar um bom desenvolvimento econômico em favor de cada país. As pessoas que são medrosas não possuem a capacidade de se envolver com coragem de combater os problemas coletivos, esse sentimento de fraqueza deixa a pessoa na incerteza, insegurança, falta de garantia (Bauman, p. 13).

 

As instituições políticas, não têm autonomia mais autonomia para impedir a insegurança que impera no meio da sociedade, pois, tais instituições não têm capacidade de oferecer uma boa segurança, e como conseqüência a cada dia vêm crescendo o número de assaltos, assassinatos, corrupções, desvio de dinheiros público e desemprego. Infelizmente, tudo que pode resolver os problemas e o sofrimento  humano gira em torno do capital, que não parece ser tão cíclico com dizem, no entanto, algumas nações conseguem concentrar tanta renda, mas ao mesmo continua sendo um país desigual para não chamá-las desumana.[6]  O grande perigo é que o dinheiro sempre gira com mais afluência nas mãos dos países potentes, que controlam a bolsa de valores e determina o nível de qualidade de um povo.

 

Quanto mais a um grupo social se isola, conseqüentemente, ele tende a sentir-se impotente, e sendo impotente não encontra perspectiva de viver no mundo chegando ele mesmo, a cair no tédio, na angústia e no forte sofrer constante, que gera desesperança. Os espaços públicos e privados deveriam ser lugares de direitos verdadeiros de cada cidadão, mas, existe uma escassez destes espaços “por que os poucos que restam estão vazios a maior parte do tempo e, assim, também o alvo favorito a diminuir, ou melhor, a defesa” (Bauman, p. 14). A participação popular diante de certas injustiças sociais causada pelo desrespeito ao ser, não parece ter tanta repercussão diante dos ouvidos da força política, porque, na verdade as instituições políticas procuram sempre resolver as suas questões fora do espaço da ágora[7], as pessoas podiam expressar através do direito de falar exigi mudanças de pensamento, atitudes e ações que firam os direitos humanos.

 

Nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar ou deixa que essa arte caia em desuso pode esperar encontrar respostas para os problemas que afligem – certamente não antes que seja tarde demais e quando as respostas, ainda que corretas, já se tornaram irrelevantes (Bauman, p. 14). O tema liberdade  individual que é centro da discussão do texto, se concretiza com mais clareza no âmbito coletivo tem o interesse de lançar o cidadão a ascender socialmente, eticamente e moralmente fazendo com que os indivíduos superem com sabedoria a crise de valores que a pós-modernidade encontra-se atrelada. Pois, não devemos tomar o mal como algo comum, e sim bani-lo da nossa política.

 

Portanto, diante de tantas misérias que assola o caráter político no mundo, o homem não deve perder a esperança de que a sua participação nos interesses políticos é muito importante, mesmo percebendo que há um tênue fio de desinteresse do outro lado que habita os políticos. É preciso que busquemos diante da idéia do autor do livro, buscar uma sociedade autônoma, tendo sempre o interesse de erguer a cidadania, valorizando com seriedade a liberdade para melhor compreender o sentido da política, que vamos estar sempre em busca.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Referências Bibliográficas:

 

BAUMAN, Zygmunt. Em busca da Política. Tradução Marcus Penchet. Jorge Zahar: Rio de Janeiro, 2000.

RUSSELL, Bertrand. Ideais Políticos. Tradução Pedro Jorgensen Jr. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.

HUNTER, James C. O Monge e o Executivo. Uma História Sobre essência da Liderança. Rio de Janeiro: Sextante, 2004.

 



[1] Essa forma de pensar é a mentalidade do mundo moderno, achando que não podemos resolver mais nada, a esperança se extingue na sua consciência e na mais existi.

[2] Saber Cínico: quer tirar vantagem em tudo, seja a situação positiva ou negativa.

[3] Na idéia de Hegel, para o contrato se tornar legítimo seria preciso que ele esteja vinculado com Estado, e quando o contrato é quebrado o estado tem como provar a existência da propriedade.

[4] Shopenhauer diz que o Estado vêm abafar o modo violento do homem, como também na filosofia política; Hobbes dizia que o “homem é o lobo do próprio homem”, afirmando que o estado deve usar seu poder para governar bem, sem se deixar envolver pelo estado de natureza que lhe joga no egoísmo.

[5] Trabalho desenvolvido por Fritof Capra, para demonstrar o grande desperdício que o homem comete referente ao desenfreado consumo de alimento, e também a falta de cuidados que existe pela má conservação do meio ambiente.

[6] Comentário extraído do texto: A Pobreza no Brasil: A Luta pela Valorização do Ser Humano, produzido para a disciplina de Português II, 12/11/2004, pág. 1, por Ricardo Henrique Oliveira Santana, aluno do curso de Teologia da UCSAL – Federação.

 

[7] Cf. Mini Dicionário Aurélio: ágora sf. Praça pública das antigas cidades gregas.

October 08

Criando um Conceito sobre Teologia

Ricardo Henrique O. Santana

28/03/06

 

 Criando um Conceito sobre Teologia a partir da Leitura do Livro:

 

 

LIBANIO. J. B. & MURAD, Afonso. Introdução á Teologia: Perfil, Enfoques, Tarefas. Capítulo 2: Conceito e Natureza da Teologia. 5º edição.São Paulo: Loyola, 1996, pp. 57-103.

 

A pessoa que faz teologia interroga-se sempre, sobre modo com o qual a fé é apresentada à sua vista. Quando a teologia não é estudada de forma humana, que toque o coração no sentido de profunda reverência, a mesma cai num empobrecimento de seu conteúdo, chegando até esquecer a sua função primária sendo: analisar os dados da fé, conciliando-a com bastante cuidado à razão. Tratamos então de uma teologia que observa o todo.

 

A teologia, tendo como o objeto de seu conhecimento os dados da fé, podemos então afirmar que o centro desta pesquisa é Deus, não esquecendo que esse estudo carrega um caráter científico (racional). Então podemos compreender que a teologia tem um método: a procura da integração entre a fides et ratio.

 

Para o mundo grego o discurso teológico tinha um sentido próprio, para algumas culturas nos remete sempre a algo transcendente, entretanto, no espaço cristão a teologia referir-se constantemente à pessoa de Deus, apresentando-no Jesus Cristo o seu filho muito amado.

 

A teologia tenta compreender o mistério que se revela (revelação), através da inspiração das palavras que Deus colocara nos lábios dos homens que escreveram o Livro Sagrado. A análise teológica tem a possibilidade de falar da pessoa, de sua vida, inserindo-a seriamente no contexto vital da sua vivência comunitária. Por isso, que é missão da teologia ser alicerçada na palavra de Deus, tendo uma sábia capacidade de aprofundar ainda mais a conjuntura da sua experiência de fé, transmitida pela Igreja.

 

O teólogo tem a capacidade de dialogar com as outras ciências, sendo que ele não o dever de dá todas as respostas, por isso, que a teologia do século XXI assume um caráter de escuta profundo, que ao mesmo tempo lhe capacita de uma forma melhor a construir uma linguagem mais acessível ao entendimento das pessoas, e entrando no campo da linguagem facilita a comunicação.

 

Destarte, a “teologia tem que ser traduzida em vida, em realidade”[1], com Deus e não sem Deus; com fé e não sem fé; com a inteligência e não sem inteligência – buscando sempre uma profunda reflexão dos acontecimentos históricos da vida de um povo.

 



[1] LIBANIO. J. B. & MURAD, Afonso. Introdução á Teologia: Perfil, Enfoques, Tarefas. Capítulo 2: Conceito e Natureza da Teologia, p. 99.

 

Ricardo Henrique